Quando a mesma página abre em vários endereços, o Google precisa escolher um para mostrar. A tag canonical é a forma de dizer qual você prefere. Ela não é uma ordem, e é por isso que tanta gente se frustra com ela. Este guia explica como o Google usa o sinal, segundo a documentação oficial, e o que fazer quando ele escolhe outra URL.
O que é a tag canonical?
A tag canonical é um elemento <link rel="canonical">, colocado no <head> da página, que indica ao Google qual URL representa um grupo de páginas iguais ou muito parecidas. A URL indicada é a canônica; as outras viram duplicatas. O Google trata a tag como um sinal forte, não como regra obrigatória.
<link rel="canonical" href="https://seusite.com.br/servicos/consultoria-seo" />Como a canonical funciona?
O Google agrupa URLs com conteúdo semelhante e escolhe uma para indexar e exibir. A canonical declarada entra nessa decisão junto com outros sinais. O Google lista três métodos, do mais forte para o mais fraco.
Método | Força do sinal | Quando usar |
|---|---|---|
Redirecionamento permanente | Forte | A duplicata não precisa mais existir |
| Forte | As duas versões precisam continuar acessíveis |
Inclusão no sitemap | Fraco | Complemento para sites grandes |
Os sinais se somam. Canonical, links internos e sitemap apontando para a mesma URL aumentam a chance de a sua escolha prevalecer. O Google também prefere HTTPS a HTTP e URLs que fazem parte de grupos hreflang.
Quando usar a tag canonical?
Use a canonical quando a duplicata precisa continuar no ar. Os casos típicos em sites B2B são estes.
URLs com parâmetros de campanha, como
?utm_source=ou?gclid=.Versões filtradas ou ordenadas de uma mesma listagem.
Conteúdo republicado em outro domínio, como um artigo em portal parceiro.
Páginas de produto ou serviço acessíveis por mais de uma categoria.
Vale também para a própria página. O Google recomenda que toda página canônica tenha uma canonical apontando para si mesma, a chamada autorreferente.
Como implementar a canonical?
Quatro regras evitam a maioria dos problemas.
Use URL absoluta, com protocolo e domínio. URL relativa funciona, mas causa erro quando um ambiente de teste é rastreado.
Coloque a tag dentro do
<head>. Fora dele, o Google ignora.Em PDFs e outros arquivos sem HTML, use o cabeçalho HTTP
Link: <URL>; rel="canonical".Em sites com JavaScript, declare a canonical no HTML original e não deixe o script alterá-la.
Em WordPress, plugins como Yoast e Rank Math geram a canonical autorreferente sozinhos e permitem trocar a URL em cada página.
Canonical ou redirecionamento 301?
A diferença está no que acontece com a duplicata. Com a canonical, ela continua acessível para o usuário. Com o 301, ela deixa de existir e o visitante cai direto na página principal. Se a duplicata não tem motivo para continuar no ar, o redirecionamento é o sinal mais claro. Veja como fazer no guia de redirecionamento 301.
O Google também desaconselha duas alternativas comuns: bloquear a duplicata no robots.txt e usar noindex para escolher a canônica. No primeiro caso, a URL pode ser indexada sem conteúdo. No segundo, a página some da busca por inteiro. Mais sobre isso no nosso artigo sobre o que é o robots.txt.
Por que o Google ignora a canonical?
O Google escolhe outra URL quando os sinais do site se contradizem. A Inspeção de URL do Search Console mostra lado a lado a canonical declarada e a canonical selecionada pelo Google; quando elas diferem, procure uma destas causas.
A canonical aponta para uma página com redirecionamento, erro 404 ou
noindex.Os links internos apontam para a versão que você não quer.
O sitemap lista uma URL e a canonical indica outra.
O conteúdo das duas páginas não é parecido o bastante para ser tratado como duplicata.
A versão HTTPS tem certificado inválido ou redireciona para HTTP.
Corrigir a causa costuma resolver em algumas semanas, depois que o Google rastreia as páginas de novo.
Quais erros comuns com canonical?
Cinco erros aparecem com frequência nas auditorias da MarkSaint.
Todas as páginas paginadas apontando a canonical para a página 1, o que tira as demais do índice.
Canonical de um idioma apontando para outro idioma.
Duas canonicals diferentes na mesma página, uma do tema e outra do plugin.
Canonical com fragmento (
#secao), que o Google não considera.Canonical no HTML diferente da canonical no cabeçalho HTTP.
Conteúdo duplicado raramente aparece sozinho; quase sempre vem de arquitetura e templates. Se você quer saber quantas URLs duplicadas o Google está rastreando no seu site, solicite uma análise técnica avançada de SEO ou comece pela auditoria gratuita.
